País
Meios aéreos acionados. Incêndio de Valpaços estendeu-se a Mirandela e Vinhais
Duas frentes, em Valpaços e Bragança, concentram os esforços dos bombeiros. O dispositivo de combate às chamas espera mais um dia difícil, embora possa já contar com a intervenção de meios aéreos.
O incêndio que deflagrou em Valpaços propagou-se já aos concelhos de Mirandela e Vinhais. Ao início da manhã desta sexta-feira, o combate às chamas mobilizava quase mil operacionais. A frente que mais preocupava os bombeiros e o comando da Proteção Civil localizava-se em Torre de Dona Chama.
Ouvido pelos jornalistas em Vilarandelo, no concelho de Valpaços, o comandante Albano Teixeira, do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, adiantou que os bombeiros procuraram consolidar, durante a noite, as frentes de Valpaços e de Bragança.
“Foi um trabalho árduo, de vigilância em alguns sectores, de trabalho de máquinas de rasto, de consolidação de perímetros e de preparação para o dia de hoje”, elencou.A combater o fogo estão 970 operacionais apoiados por 327 veículos.
“Mais concretamente, em Torre de Dona Chama, onde temos uma situação mais complexa”, fez notar o responsável.
O dispositivo tem assim por diante, segundo o comandante, “a frente um, do lado de Valpaços, e a frente dois, que é aquela que está ativa neste momento”. Questionado sobre eventuais localidades em risco, Albano Teixeira foi perentório: “Não”.
“Está a ser feito um trabalho exemplar por todos os agentes de Proteção Civil, em particular, com especial destaque, os serviços municipais, a Guarda Nacional Republicana, que estão a fazer uma avaliação ponto a ponto sobre quais são as probabilidades e, com o apoio dos postos de comando, a identificar pontos sensíveis”. A escolha é entre “o confinamento ou a evacuação” e a “métrica de trabalho”, explicou o comandante, é implementar medidas com “três a quatro horas” de antecipação.
Meios aéreos acionados
Numa antevisão do dia, o comandante da Proteção Civil afirmou que os riscos “são praticamente iguais” àqueles que os bombeiros enfrentaram na véspera.
“Ontem o que correu menos bem foi o facto de os meios aéreos não terem podido atuar. Tiveram também uma noite de trabalho árduo e hoje esperamos ter condições para poder empenhar esses meios aéreos”, apontou Albano Teixeira.
“Neste momento, terminámos o briefing e estamos a fazer já o acionamento de meios aéreos para começar a consolidar alguns pontos mais críticos, aqueles que eventualmente possam causar mais problemas, sendo certo que sempre condicionados pela situação no local, como também aquilo que é o ponto de descolagem dos próprios meios aéreos”, enfatizou.
Na quinta-feira, houve momentos de sobressalto. À tarde, algumas pessoas foram retiradas da aldeia de Vale das Fontes e da Vila de Rebordelo, no concelho de vinhais. Em Mirandela, centenas de pessoas ficaram confinadas no pavilhão da Junta de Freguesia, mas entretanto regressaram a casa.No decurso do combate noturno, ardeu o telhado de uma habitação em obras na freguesia da Ermida. “Nada de relevante”, segundo o comandante Albano Teixeira.
Em Torre de Dona Chama, resumiu por último o responsável, o combate afigura-se agora “difícil”: “É uma zona com orografia muito difícil, que limita muito os acessos de aproximação da frente das chamas, que não nos permite a utilização de máquinas de rasto. São zonas muito rochosas, com declives acentuados, e temos uma frente de fogo partida em várias partes”.
A uma pergunta sobre o cenário de um “dia mais tranquilo”, o comandante atalhou: “Não o espero”.
Ouvido pelos jornalistas em Vilarandelo, no concelho de Valpaços, o comandante Albano Teixeira, do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Área Metropolitana do Porto, adiantou que os bombeiros procuraram consolidar, durante a noite, as frentes de Valpaços e de Bragança.
“Foi um trabalho árduo, de vigilância em alguns sectores, de trabalho de máquinas de rasto, de consolidação de perímetros e de preparação para o dia de hoje”, elencou.A combater o fogo estão 970 operacionais apoiados por 327 veículos.
“Mais concretamente, em Torre de Dona Chama, onde temos uma situação mais complexa”, fez notar o responsável.
O dispositivo tem assim por diante, segundo o comandante, “a frente um, do lado de Valpaços, e a frente dois, que é aquela que está ativa neste momento”. Questionado sobre eventuais localidades em risco, Albano Teixeira foi perentório: “Não”.
“Está a ser feito um trabalho exemplar por todos os agentes de Proteção Civil, em particular, com especial destaque, os serviços municipais, a Guarda Nacional Republicana, que estão a fazer uma avaliação ponto a ponto sobre quais são as probabilidades e, com o apoio dos postos de comando, a identificar pontos sensíveis”. A escolha é entre “o confinamento ou a evacuação” e a “métrica de trabalho”, explicou o comandante, é implementar medidas com “três a quatro horas” de antecipação.
Meios aéreos acionados
Numa antevisão do dia, o comandante da Proteção Civil afirmou que os riscos “são praticamente iguais” àqueles que os bombeiros enfrentaram na véspera.
“Ontem o que correu menos bem foi o facto de os meios aéreos não terem podido atuar. Tiveram também uma noite de trabalho árduo e hoje esperamos ter condições para poder empenhar esses meios aéreos”, apontou Albano Teixeira.
“Neste momento, terminámos o briefing e estamos a fazer já o acionamento de meios aéreos para começar a consolidar alguns pontos mais críticos, aqueles que eventualmente possam causar mais problemas, sendo certo que sempre condicionados pela situação no local, como também aquilo que é o ponto de descolagem dos próprios meios aéreos”, enfatizou.
Na quinta-feira, houve momentos de sobressalto. À tarde, algumas pessoas foram retiradas da aldeia de Vale das Fontes e da Vila de Rebordelo, no concelho de vinhais. Em Mirandela, centenas de pessoas ficaram confinadas no pavilhão da Junta de Freguesia, mas entretanto regressaram a casa.No decurso do combate noturno, ardeu o telhado de uma habitação em obras na freguesia da Ermida. “Nada de relevante”, segundo o comandante Albano Teixeira.
Em Torre de Dona Chama, resumiu por último o responsável, o combate afigura-se agora “difícil”: “É uma zona com orografia muito difícil, que limita muito os acessos de aproximação da frente das chamas, que não nos permite a utilização de máquinas de rasto. São zonas muito rochosas, com declives acentuados, e temos uma frente de fogo partida em várias partes”.
A uma pergunta sobre o cenário de um “dia mais tranquilo”, o comandante atalhou: “Não o espero”.